Sou Prince Of Darkness, cavalheiro perdido e atormentado das trevas, que tem como unica fuga, o amor de um anjo mais que lindo que me guia pelos caminhos pedregosos e com espinhos...
Ontem, enquanto tirava um cochilo no ônibus de ida pra faculdade, eu lembrei-me de quanto meu professor de português da 5ª serie trouxe uma novidade, a qual a maioria não gostou de fazer. Ele dava um começo de uma história e os alunos teriam que continuar, teria que desenvolver um desfecho pra história, usando a criatividade.
Não me lembro tudo palavras por palavras que ele escreveu e nem o que eu escrevi porem lembro-me de como a história começou e como eu continuei e terminei. Não ficou longa. Até Ontem à noite, após a faculdade procurei pelo caderno que usei na 5ª serie, mas ele deve ter se perdido no tempo. Faz quase 11 anos isso.
Bem... A história era simples. Era mais ou menos assim:
(começo que o professor passou)
Estava em uma jangada, em um rio qualquer, estava sozinho e ninguém estava navegando. O clima estava um tanto tempestuoso e a jangada navegava com movimentos bruscos seguindo o movimento das corredeiras do rio. Era um clima tenso, porem eu estava tranqüilo. Estava tudo que eu precisava ali. Tinha comida estocada, meus pertences, tudo. Comecei a caminhar de um lado pra outro da jangada buscando algo pra me ocupar antes que a viajem se tornasse tediosa. Estava ali em uma busca que muitos já tentaram e não conseguiram. Eu, porem sou determinado. Quero chegar e provar que com luta eu consigo. Alguém havia me falado que aquela era a rota certa. Estava sem mapa. Sem nada.
(minha continuação)
Navegando, cheguei a uma bifurcação. Deveria escolher o caminho. Esse alguém não havia falado qual dos dois caminhos era o certo, apenas mandou que deixasse as corredeiras me levar que chegaria tranquilamente ao meu destino. Estranho ter que escolher. Sabia que a região era perigosa, mas extremamente bela e mística. Era algo incomparável na face da Terra.
Pensei por mim mesmo. Não há o que pensar muito. Se não escolher logo estarei em uma enrascada. Irei bater com a jangada no barranco e na velocidade que está o acidente poderá destroçar tudo. Então pensei qual escolher, direita ou esquerda. Todos falam que a direita é sempre o caminho mais fácil, o caminho melhor, o caminho simples. Porem a esquerda sempre é o caminho onde terei mais obstáculos e será assim o caminho mais complexo e difícil.
Lembrei-me do que o alguém havia dito, deixe que a jangada ande conforme a correnteza. Não interfira. E fui o que fiz. A jangada pendeu para o lado direito por hora, depois para o esquerdo e para o lado direito também. Quando já pensava que esse seria o lado certo, ela pendeu bruscamente para o lado esquerdo e bateu de leve no barranco, fazendo com que alguns pertencesses caíssem na água e se perdessem. Algo sempre pôde recuperar. Mas não tudo.
O caminho era perigoso, até mais perigoso do que eu havia pensado. Não guiava a jangada porque o alguém disse para que eu deixasse que ela andasse por conta própria. Havia árvores caídas pelo meio do rio, havia animais peçonhentos e extremamente mortíferos. Eu estava até com medo que a jangada fosse bater em algum pedaço de arvore submerso e quebrar-se toda. Se isso viesse a acontecer, não terminaria minha missão. Não conseguiria encontrar o tesouro que homem nenhum conseguiu. Não conseguiria a vitória. Era quase que uma obsessão pessoal encontrar aquele tesouro.
A jangada batia e navegava de um lado a outro do rio. A noite não iria demorar pra começar a mostrar seus laços. Sabia que com a velocidade que a jangada iria, não conseguiria Pará-la tão fácil para passar a noite. Teria que esperar até que a corredeira do rio desse uma acalmada, talvez mais uma hora de navegação pudesse chegar a águas calmas para poder pará-la e passar a noite.
Porem, a jangada estava cada vez mais rápida. Eu estava confuso. Pensei, de acordo com o alguém, ela me levaria ao meu destino. Agora estava associando. Será que esse alguém queria apenas a morte minha? Será que ele se importa comigo?
Percebi que a jangada navegava rápido até demais. Estava na parte de trás dela e corri para ver onde estava indo. Coloquei as mãos na cabeça e disse bem alto, Meu Deus. Que foi que eu fiz a mim mesmo?
A jangada estava a não muitos metros de uma enorme cachoeira. Uma cachoeira que pelo tipo não aparentava ser pequena. Era muito, mas muito grande e alta. Meu destino estava traçado. Não tinha como voltar atrás. Pensei em saltar fora da jangada e salvar minha vida. Porem saberia que morreria, ou no rio, ou na floresta de fome, ou talvez devorado por algum animal.
Pensei no que o alguém havia me dito sobre a jangada, deixe que ela vá por conta própria. Deixe apenas que siga assim você chegará a seu destino.
Pensei lamentável destino esse meu, cair de uma cachoeira, apenas por uma obsessão pessoal de encontrar um tesouro que ninguém encontrou até agora. Como pude ser tão ignorante.
Fechou os olhos e uma lagrima correu de seus olhos. Havia magoa por ter acabado assim. Havia desespero e desanimo. Não conseguia mais continuar. Havia se entregado.
Olhou para frente viu algo que não pode acreditar. Estava sobre a água o alguém que havia dito pra que ele deixasse a jangada seguir. Não se vestia maltrapilho como antes. Estava com roupas translúcida, divina. Ao seu lado havia uma mulher, uma bela mulher, com asas tão grandes que ao longe parecia mais um grande pássaro que um anjo. Ela era tão translúcida quanto o alguém.
Eu estava maravilhado a ponto que me esqueci da cachoeira. Ela sorriu pra mim e acenou, eu acenei e o alguém já não estava mais lá com ela. Ela estava sozinha. Eu sabia que a jangada estava a não muitos metros da cachoeira, deveria cair em alguns segundos, mas não caiu.
O alguém me disse, muito bem. Você fez conforme deve ser feito e chegou a seu destino. Você teve escolha, mas lembrou-se do que eu lhe falei. Lembrou-se que era pra deixar que a jangada deva ir onde ela bem entender. Foi uma pessoa calma mesmo na sua maior obsessão.
Cai de joelhos e disse um tanto indignado, esse era meu destino? Morrer? Cair da cachoeira? Perder tudo e todos os meus sonhos?
O alguém já estava acompanhado pela anja e essa falou pela primeira vez, seu destino não é isso. Seu destino é viver. Porem agora sim, você terá escolha. Se desejar acabar como todos os outros que tentaram chegar ao tesouro, deixarei que a jangada continue e você talvez alcance. Senão poderá encontrar o verdadeiro valor de um tesouro. Um valor inestimável.
O tempo estava congelado, ele tinha uma decisão, uma decisão terrível. Sabia que se escolhesse a primeira opção, eu irei morrer, se escolher a segunda irei viver mas terei que abandonar a idéia de encontrar meu tesouro.
Disse algo meio que sem pensar, deixarei que a jangada siga, deixarei que o destino decida o que irá acontecer a mim. Quero ver se é algo belo ou algo ruim que está destinado a mim.
A anja falou, então você quer que eu decida por você?
Fiz um sim com a cabeça. E a anja me envolveu em seus braços, disse a mim, ah meu querido, você não sabes o quanto é difícil por escolhas para as pessoas. Geralmente elas escolhem por optar por uma. Até agora ninguém deixou que a jangada decidisse qual era seu destino. Até agora ninguém disse que eu podia escolher. Você escolheu assim e terá o destino melhor que qualquer um que já tentou.
Ainda nos braços da anja, as asas dela abriram-se de forma divina, espetacular. Algo que eu nunca teria imaginado.
Naquele momento descobri o valor do tesouro escondido que esta sempre ali. Ninguém vê. Mas que quando se coloca em prova, as pessoas percebem o quanto vale. O viver...
Essa história eu escrevi como tarefa de aula, de uma forma natural, talvez não com as palavras que as coloquei, mas com a mesma essência.
Os góticos são diferentes do restante da sociedade e
não há quem discorde disso. O mundo está acostumado a
condenar quem não é de acordo as regras e tradições
impostas, fato lamentável. Conseqüentemente, uma série
de suposições foram feitas e se criaram vários
estereótipos.
Desmistificando... Os góticos:
- Não são satânicos
- Não são perigosos ou violentos
- Não são obcecados por assassinar
- Nem todos são drogados
- Só uma minoria é gay
(e mesmo se forem a escolha e de cada um)
- Não são suicidas
- Não são sadomasoquistas
- Nem todos se vestem de preto
- Nem todos usam maquiagem
- Nem todos usam tatuagens ou piercings
- Nem todos escutam somente música obscura
- Não formam uma sub-cultura baseada na música (apesar de que isso é parte indispensável na vida de qualquer gótico)
- Trabalham, pagam impostos, não são vadios, têm carros e casas, e são tão produtivos como a maioria da população.
- A maioria tem tendência artística, porém, nem todos são músicos compondo música obscura, pintores pretensiosos, e escritores malucos. Alguns fazem essas coisas, mas geralmente escrevem novelas, ensaios
humorísticos, cozinham, exculpem, fotografam, dançam,
fazem jogos, enfim, envolvem-se em outras atividades
artísticas.
E um outro ponto fundamental é que a pessoa não se transforma em gótico, e sim, ela nasce com essa alma obscura, e se encontra ao longo do tempo de sua vida, identificando-se com as músicas, imagens, lugares, e
pessoas.
Você é tudo pra mim...
Você me fez sorrir quando as trevas me cercavam cheia de demonios...
Demonios que apenas queriam meu sofrimento, me faziam pensar em formas de maldades, me machucavam...
Estava pensando em acabar com esse sofrimento de uma forma muito triste...
Porem, depois que voce apareceu,
Toda iluminada,
Espantando as trevas,
Os demonios se curvando,
Verdadeiramente uma anja enviada a mim,
Minha anja da guarda,
Pra me defender e me proteger desse mundo taum cheio de rancores e trevas.
Fez-me acalmar.
Me tirou do mundo destroçador naum da forma que julgava que era a mais triste mas unica até aquele momento.
Me tirou daquele mundo de forma delicada, de forma simples, de forma linda...
Vi as trevas se curvarem diante de você...
Vi meu mundo mudar da água pro vinho...
Você é espetacular meu anjo... você é tudo pra mim...
Dama de preto é um anjo de asas negras, amaldiçoada pela escuridão dos seres das trevas.
Preço pago pelo erro de seus antepassados, por não querer ajudar uma cigana enferma que passava pela região.
Ela nem havia nascido, parece peça do destino,
Mas depois de ser apedrejada a cigana lançou uma maldição sobre o futuro primogênito.
- a criança que virá do fruto do vosso ventre, será uma criança triste, por toda a vida, por todo o sempre. Ela será um anjo de asas negras, dama de preto, e todos temerão a ela. Ela terá seus dias de angustias nos jazidos de morte de alheios e terá uma parte de sua alma faltando. Será uma pessoa que trará aura negra e tensa.
E foi embora.
Quando estava em seu leito de morte, a cigana parou para pensar na desgraça que conduziu a pobre e inocente futura criança e fez seu ultimo pedido as forças que vieram para libertá-la:
- mesmo sabendo que a criança já tem um destino traçado, quero mostrar minha compaixão por tão inocente criatura. Quero que ela seja bela, todos terão medo dela, mas não terão coragem o suficiente para querer agir contra ela. A metade de sua alma que falta, será o amor que ela encontrará, sendo assim, ela se completará e terá o sentimento que todos buscam na vida. Amor... Darei minha alma para que esse pedido seja concretizado.
Passou-se alguns anos, a criança nasceu. Em uma família de pessoas de cabelos louros e olhos azuis, nasce a menina de pele branca e gélida, cabelos pretos e olhos tão negros quanto à noite. Ela cresceu como uma criança normal na forma corpórea, porem, mentalmente, era uma pessoa de outro mundo, outra realidade.
Ela não chorava, não sorria, não tinha expressão, não tinha força física. Era vazia.
As pessoas tinham medo dela. Ela quase não falava, porem, quando falava, era algo que lembrava um dia de enterro ou um dia de céu negro e tempestuoso.
Primeira vez que ela chorou, foi quando foi ao jazido de muitas pessoas.
Lá suas lagrimas corriam sem pensar, sem querer, sem motivos.
Tinha uma angustia enorme, mas gostava desse sentimento.
Talvez o único que conhecia.
Sempre ela ia para o mesmo local, seja de dia, seja de noite.
No meio do local havia uma arvore, onde se sentava e ficava horas e horas com a brisa mexendo seus cabelos negros e secando suas lagrimas com o tempo.
Ela era uma pessoa inocente sem ter chance de aprender os sentimentos bons da vida.
Em um dia, quando estava debaixo da mesma arvore, acabou adormecendo levemente.
Suas mãos brancas e delicadas estavam sobre seu corpo.
O tempo de adormecer foi o suficiente para que o cair da noite chegasse tão leve, mas rápido.
Ao acordar viu-se sendo observada por um rapaz, um jovem que a olhava com ternura.
Com amor.
Ele estava sentado de frente a ela. Devia estar ali por horas.
Ela acordou, olhou para ele, e sentiu o sentimento estranho de medo e ao mesmo tempo de curiosidade. Era algo estranho. Não estava acostumada com aquilo. Porem quis explorar um pouco mais sobre isso.
Ela perguntou:
- quem é você?
Ele disse prontamente e vivamente:
- sou um cigano que estou passando pela região. Vim ao cemitério para visitar o tumulo de minha mãe, e não pude deixar de observar tamanha beleza sua ao dormir.
A garota ficou sem palavras. Nunca tinha recebido elogios na vida. Ela estava mais que estranha agora. Realmente sentiu medo e calor. Ela estava perdida.
Ele percebendo que a menina estava encabulada, resolveu descontrair um pouco a situação.
Levantou-se e disse com olhar para o horizonte:
- onde moras garota? O que fazes aqui sozinha? É perigoso uma jovem e bela sozinha por aí há essas horas.
Andou alguns passos e disse:
- acho que minha consciência não me da escolhas. Acompanharei você até sua casa. Afinal, devo ser cavalheiro com as reais damas. Você deve ser de algum lugar burguês e deve estar pensado que o que estou dizendo são coisas fúteis. Mas acredite, nunca tive um dicionário de boas maneiras de um cavalheiro. Estou apenas tentando ser um alguém para você.
A menina não teve duvidas, sentia um calor crescente em seu peito. Era como se algo estivesse diferente nela. Ela se sentiu viva.
O rapaz estendeu a mão a ela e ela pegou sua mão. Foram juntos até a casa dela. O rapaz falava bastante, conversava para vê-la sorrir. Porem ela não sorria.
Ele subentendeu que ela não estava gostando da situação e resolve perguntar:
- o que houve? Por que estás tão seria?
Ela olhou para ele e disse:
- nada demais. Apenas não sei sorrir.
Ele ficou meio assustado no primeiro segundo, porem sorriu para ela e disse:
- tudo bem. Isso é algo que se aprende com a vida.
O cigano acompanhou até a sua casa, e no outro dia também, e assim por umas duas semanas consecutivas. A garota ia ao cemitério não mais pra chorar a morte dos antepassados, mas para vê-lo. Ela estava apaixonada pelo jovem. Ele não faltou nenhum dia.
Sendo que no ultimo dia ele anunciou que seu acampamento iria sair para ir para outro local distante, e que não poderia vê-la para um longo tempo, talvez não mais nessa vida.
Ela simplesmente respondeu:
- desde que venha, não importa se vou estar nesse ou em outro mundo. Só peço que nunca se esqueça de mim, meu jovem cavalheiro. Esperarei todos os dias nesse mesmo local, debaixo dessa mesma arvore, pelo resto dos meus dias. Afinal, eu te amo minha parte de mim perdida.
O jovem despede-se e vai.
A dama de preto não viveu muitos anos, foi encontrada morta debaixo daquela arvore após tomar uma taça de veneno misturada com sangue retirado do próprio corpo.
O cigano apareceu muitos anos mais tarde, e faz o mesmo que ela. Seu corpo sente o veneno que queima e gela ao mesmo tempo. E ele morre para que em sua libertação, sua alma possa se unir apaixonadamente a dela, formando um só. Uma estrela. Uma luz. Um ponto de amor.
Quero ver você sorrir mais uma vez minha Dark Angel, e mais uma vez, e mais uma vez...
Pois seu sorriso aquece meu coração que antes era cercado de trevas e escuridão.
Você se tornou minha luz, minha vida.
Deu um sentido pelo qual Meu coração deve continuar batendo em meu peito, meu sangue continuar correndo pelas veias, a espera de uma fuga sem fim...
Você se tornou o sentido da vida pra mim...
Hoje poderia estar em um calabouço escuro e frio que sentiria seu calor e sua luz para iluminar meu caminho...
Fez-me despertar amor e desejo com seu jeito especial de ser...
Algo que antes achei que não teria capacidade de sentir por alguém.
Mesmo que o frio vier, ambos nos aqueceremos.
Não sabia que teria um desejo frenético de querer acariciar e amar tanto uma pessoa que nem você...
Hoje apenas tenho a agradecer por conhecer você, amar você, por você existir...